Critica do Clássico do Expressionismo, O Anjo Azul


Várzea Grande, 27 de Fevereiro de 2009. 07:50PM.

...Mais um post inútil...

não me lembro de comentar sobre seriados por aqui. Falando francamente, não consigo acompanhar nenhum inteiro pela TV (paga ou não). Normalmente espero pela chegada das temporadas em DVD, até porque fica mais fácil assistir com atenção, sem contar que detesto a idéia de esperar 1 capitulo por semana. Lembro de ter acompanhado Smallville até a 5° temporada. Por que parei de ver? A serie começou a se alongar mais que o necessário, chegando ao ponto de querer desrespeitar o enredo dos filmes antigos (afinal de contas, essa adolescência do Clark não acaba nunca!?). Até me animei com a 1° temporada de Heroes, apesar da irregularidade dos episódios. Pena que o 2° ano da serie não tenha nem a IRREGULARIDADE do anterior. Sobre One Three Hill, da Fox...nunca consegui terminar uma temporada sequer (excessivamente meloso). Mas não vou me exceder com comentários sobre seriados, até porque não entendo bem disso (recomendo o blog do camarada Marcelo, do Comentando Séries). Durante o mês de Março comento sobre algumas impressões de outros seriados.

Nesse penúltimo dia de fevereiro, 4 filmes conferidos, sendo dois em dvd. Começando pelos marromenos:

O melhor Amigo da Noiva (Made of Honor, 2008). bem melhor do que imaginei, apesar de ser por demais parecido com O Casamento de Meu Melhor Amigo, comedia romântica que solidificou mais ainda a carreira de Julia Roberts, em 1997. o filme dirigido por Paul Weiland (o mesmo do contagiante A Bola da Vez), conta a historia de amizade entre Tom e Claire. Tom apesar de ser namoradeiro ferrenho, nutre secretamente um amor platônico por Claire, que tem uma opinião diferente do amigo sobre relacionamentos. Quando Tom decide finalmente se declarar a Claire, a mesma aparece com um companheiro Escocês anunciando o casamento em poucos dias. P/ completar a infelicidade, ela convida o melhor amigo p/ que seja sua “madrinha de Casamento” (!?!?!?!?). Tom vê no pedido uma oportunidade de atrapalhar o máximo possível os preparativos a fim de tentar convencer a amiga a desistir do futuro marido. Não sei o porque mas por mais que tente não consigo me convencer da transformação radical de Patrick Dempsey nos últimos 8 anos. Aqui, o ator tem um dos melhores momentos da “nova fase de vida”, interpretando com energia e muita simpatia o atrapalhado e adorável Tom. E pensar que esse era aquele garoto desengonçado e feio Ronald Miller, de Namorada de Aluguel. Menção também p/ a sempre apagada Michelle Monaghan e Sidney Pollack, em um de seus últimos papeis. Ao menos o filme é uma prova definitiva que as possibilidades de um homem ter uma “melhor amiga” são remotissimamente remotas (e existe essa palavra, remotissimamente, Jeniss??)

Noites de Tormenta (Nights in Rodanthe, 2008): já assistiu a um filme curto mas que aparenta ser interminável? Noites de Tormenta, filme que marca o reencontro de Richard Gere e Diane Lane, tem exatamente essa sensação. Adrienne cuida de uma pousada a beira-mar. Paul é um medico que esta de passagem pelo lugar, a fim de reatar os laços com o filho mais velho (James Franco). Adrienne e Paul acabam passando uma noite juntos durante a passagem de uma tempestade no local, fato que muda a vida de ambos (o fator “carência” ajuda bastante :P). não vou falar mais p/ não estragar as “surpresas” da historia. Mas a verdade é que já me cansei dessas contos de amor pré-prontos, na medida p/ os apaixonados de plantão. Assista por curiosidade.

Agora vamos aos melhores (uff!)...

na madrugada pude conferir ao ótimo drama Anjos de Cara Suja (Angels With Dirty Faces, 1938), de Michael Curtiz (Casablanca, 1943). o filme narra a historia de Rocky e Jerry, amigos de infância que cresceram juntos em um pobre e violento bairro de Nova York. Anos depois se reencontram muito diferentes um do outro: Rocky depois de sair do reformatório abraça de vez a vida de gangster; Jerry tornou-se padre, incentivando meninos a não trilhar p/ o mundo do crime. Com exatidão, Anjos de Cara Suja explora com veemência as conseqüências das escolhas que cada um faz. Apesar do respeito e da amizade, os interesses de Rocky e Jerry caminham p/ um inevitável conflito. Escolhas feitas na infância(ou adolescência) poderiam não só influenciar como também modelar em definitivo a persona de um ser humano. Uma questão de grande relevância levantada pelo filme digna de uma loooonga discussao. Ponto + do longa: o excelente duelo de interpretações entre James Cagney (indicado ao Oscar por esse trabalho) e Pat O´Brien, nos papeis de Rocky e Jerry, respectivamente.
Imperdível.
Finalmente assisti a um filme do renomado diretor alemão Josef Von Sternberg, O Anjo Azul(Der Blaue Angel, 1930). Preciso assistir mais filmes do intitulado Expressionismo Alemão (esse é um dos últimos), movimento de grande significância p/ o cinema. O excelente Emil Jannings interpreta o professor Immanuel Rath, decidido a descobrir o porque da ida de alguns de seus alunos a um cabaré itinerante. Chegando no local, o professor fica estupefato pela ambientação do lugar, e imediatamente cai de amores por uma dançarina/cantora vestida de meias compridas, cinta liga, colete e uma cartola. Seu nome é Lola Lola, a grande atração do cabaré “O Anjo Azul”. Poucos filmes conseguem captar com precisão personagens derrotados pela desilusão do amor. Em O Anjo Azul temos a oportunidade de analisar friamente a destruição da personalidade do Immanuel Rath – de renomado professor a artista boêmio da vida noturna. Marlene Dietrich encanta no papel da fatal e Falsa Lola. Como diria certo personagem em A Noiva Cadáver : “mulheres. Ruim com elas, pior sem elas...”.

clipe
Volto ainda hoje p/ postar minha seleção de filmes p/ conferir nessa 1° semana de Março. Por enquanto é isso. Um abraço a todos e até mais.

:P
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