Crítica do filme Banzé no Oeste


Várzea Grande, 26 de Fevereiro de 2009. 08:16PM.

...Mais um post inútil...


em se tratando de quantidade/qualidade, hoje foi o melhor dia do ano (até agora, é claro :P): 5 bons filmes vistos. É muito provável que eu vá terminar a lista de fevereiro só no inicio de março (veja aqui ela). Até dias atrás ficava até as 04:00 da manha assistindo alguns daqueles DVDs. Mas como falta poucos dias p/ o retorno as aulas(será no período matutino), resolvi tentar me acostumar a dormir mais cedo. Semana que vem retirarei de minha seleção de “filmes da semana na TV Paga” todos que tiverem inicio a partir da 01:30AM. Tudo por uma boa causa. Voltando ao dia 26...

dois pela madrugada: o suspense Cinco Dedos (5 Fingers, 1952), de Joseph L. Mankiewicz e Banzé No Oeste (Blazing Saddles, 1974), um dos melhores trabalhos de Mel Brooks. Com James Mason liderando o elenco, Cinco Dedos narra a historia de um mordomo da embaixada britânica que tenta enriquecer vendendo segredos de guerra p/ os inimigos nazistas. Alem da boa atuação de Mason, o filme se destaca pelos diálogos afiadísimos, marca registrada do roteirista/diretor Mankiewicz (o mesmo de A Malvada). Só não recomendo assistir o filme de noite.

Não há duvidas que Mel Brooks foi um dos melhores diretores de comedias que satirizavam algum gênero (o melhor exemplo é o já clássico O Jovem Frankenstein, lançado no mesmo ano que esse). Em Banze no Oeste, um empresario pretende expulsar todos os moradores de um povoado p/ que assim possa lucrar horrores com a construção de uma linha férrea. P/ “proteger e servir” os moradores, o excêntrico governador (Brooks em sua habitual participação especial) envia a cidade um xerife negro, que obviamente terá muitas e muitas dificuldades p/ convencer a população. Considerado pelo AFI “uma das melhores comedias de todos os temposBanzé no Oeste desmistifica de maneira hilaria todos os elementos dos grandes westerns. Alguem do elenco à destacar? hm...poderia ser Madeline Kahn no papel da estonteante Lili von Shtupp (imitação perfeita de Marlene Dietrich), indicada pela academia por essa performance. Ou Gene Wilder no papel do braço direito do xerife, Waco Kid, o gatilho mais rápido do oeste. De qualquer forma, imperdível.

clipe


Entre o período matutino e vespertino, mais 3 filmes: a comedia romanta De Folga p/ Amar(The Perfect Furlough, 1958), do diretor Blake Edwards; e os policiais O Efeito Dominó e RocknrollaA grande Roubada. Com uma simpaticíssima historia, De Folga p/ Amar narra as desventuras amorosas do malandro e super-mulherengo Paul Hodges, “selecionado” entre mais de 100 homens p/ passar um fim-de-semana em Paris com uma estrela do cinema. A “licença Perfeita” foi idéia de uma oficial do exercito (Janet Leigh, linda) p/ conter o desrespeito e a apatia dos voluntários que esperam o inicio de uma missão no Pólo Norte. O charme e o talento da dupla central (Tony Curtis e Janet Leigh) e dos coadjuvantes (hilario os franceses vendedores de vinhos), alem do clima sempre agradável tornam o filme uma ótima e descompromissada diversão. E pensar que vejo tanta porcaria no gênero atualmente – Vide Totalmente Apaixonados (Arghh!).

Parece que Guy Ritchie voltou com força total ano passado. Em Rocknrolla, o diretor conduz com eficiência um enredo policial cheio de reviravoltas um tanto incompreensíveis e malucas – marca característica que o revelou em 1998. em Londres, varios personagens excêntricos querem uma fatia de poder do crime organizado da cidade, aparentemente comandado por um antigo “Capo”, Lenny Cole. Depois que uma absurda quantia em dinheiro é perdida no meio de uma negociação mal-sucedida, todos os criminosos de Londres armam uma maneira de conseguir o valor, desde um fracassado astro pop, passando por um gangster cujo parceiro de “trabalho” é homossexual(?!), até uma contadora de um mafioso recém-chegado na cidade. Recomendo que assistam o filme no minimo, 2 vezes p/ melhor compreensão (ou será que só eu q tenho dificuldades em acompanhar esse tipo de trama?). Recomendável.

Logo depois conferi (com certo atraso) o interessante O Efeito Dominó (the Bank Job, 2008). incrivelmente inspirado em fatos reais, o filme narra a historia de um lendário assalto ocorrido na cidade de Londres em 1971. 4 amigos gananciosos já conhecidos da policia conseguem cavar um túnel que da acesso a um banco na rua Baker. Obviamente o interesse dos ladroes era retirar jóias e dinheiro mas, entre a centena de cofres, havia documentos contendo informações sigilosíssimas que poderiam incriminar líderes da policia, membros do parlamento inglês e ate – pasmem – integrantes da família real Britânica. Dias depois do ocorrido, membros da Scotland Yard identificaram e torturaram alguns dos autores do roubo, na tentativa de reaver os documentos. Conhecida como “o Assalto de Baker Street”, curiosamente até hoje os fatos verdadeiros da historia nunca foram devidamente relatados (os que participaram provavelmente levarão o segredo junto p/ a cova). Dirigido pelo eficiente Roger Donaldson, O Efeito Dominó ganha bastante interesse no 2° ato, justamente tentando desenvolver uma historia que tente chegar o mais próximo possível da verdade ocorrida no fato. É uma das poucas oportunidades que temos de ver as nuances dramáticas de Jason Statham – p/ alegria dos fãs e surpresa dos críticos, o ator não decepciona. Confira.

trailer:



Putz! O texto de hoje ficou gigantesco! Depois vou ler p/ ver se ficou cansativo...amanha falo um pouco do filme de Michael Curtiz, Anjos de Cara Suja. Por enquanto é isso. Boa sexta-feira a todos (fim-de-semana...ufff!), um abraço e até mais.

:P
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