Matt Dillon brilha em Drugstore Cowboys


Várzea Grande, 18 de Fevereiro de 2009. 07:15PM.


...Mais um post inútil...




até o momento, não consegui assistir dois filmes daquela lista feita no inicio da semana (veja aqui): O Ocaso de uma Lenda (errei o horário) e Metropolis (na noite anterior fiquei conectado na internet até tarde). Tudo tranquilo no trabalho. Dois filmes conferidos em dvd:


Escolhas Erradas (American Crude, 2008) – comedia de humor negro com notável elenco. Digo, notável pela quantidade de famosos (Ron Livingston, Rob Schneider, Michael Clarke Duncan, Missy Pyle, Jennifer Esposito...) e não pela qualidade em cena de ambos. Como de habitual no gênero, historia cheia de reviravoltas (multiplos personagens, multiplos enredos), mas nada memorável. Só assista se estiver com muita, muita, muita, muita curiosidade MESMO.


A Promessa (Wu Ji, 2005) – esse épico Chines (ou seria de HK!?) consegue ter a mesma beleza visual de sucessos do gênero (achei-o semelhante ao longa de Zhang Yimou, Heroi). Pena que o grande atrativo do filme seja somente isso.



Gostei bastante de Drugstore Cowboy, de Gus Van Sant. Nota-se características particulares do diretor – essas que anos depois tornariam-se mais evidentes e melhor aproveitadas (Paranoid Park, por exemplo).. Matt Dillon, com a habitual energia e presença de tela interpreta o jovem porra-louca Bob. Junto da companheira Dianne (Kelly Lynch) e de um casal de colegas, passam o dia planejando e executando roubos a farmacias e hospitais na procura de todo e qualquer tipo de alucinógeno (Bolinhas, Barbitúricos, Metadonas, Anfetaminas, etc...). Em determinado momento, a situaçao passa a desfavorece-lo, obrigando a procurar ajuda psicológica com um ex-padre viciado(?!?!?!). Baseado em fatos reais, Drugstore não chega a ter um clima visceral de muitos outros do genero contudo, desenvolve de maneira eficiente, curiosa e quase experimental abusos e excessos cometidos por indivíduos, na busca pela tão desejada “liberdade de espirito”, um tanto diferente da habitual (se é que há!). Vale tudo p/ conseguiu o desejado. ou nao!!!

trailer de Drugstore Cowboy clicando aqui



Após o almoço, retirei mais um de minha “Lista da Vergonha”: o delicioso Dama por um Dia (Lady For a Day, 1933), filme que deu a 1° indicação p/ o diretor Frank Capra (um ano depois ganharia o Oscar por Aconteceu Naquela Noite). Muitos dos trabalhos de Capra foram e são adorados até hoje por pregar valores como a boa vontade p/ com o próximo e principalmente, a fé em situações dificultosas, valores esses aparentemente um tanto antiquados e piegas p/ o publico atual (não generalizando, é claro.:P). será que o cinema tornou-se cínico?!
Em Dama Por um Dia, vivenciamos a historia de uma humilde vendedora de maças carinhosamente chamada Annie Apple. Annie tem um colapso quando fica sabendo da chegada da filha unica da Espanha junto do noivo (atraves das correspondências sempre se apresentou com uma fina cidadã de Nova York). P/ ajudar a vendedora, um grupo de amigos liderados por um gangster (?!) tentam criar uma realidade semelhante a que a vendedora sempre descreveu, evitando que a filha saiba da vida sofrida vivida pela mae, nem que p/ isso signifique esconder todo o assunto da imprensa (o rapaz vem junto do pai, um dos homens mais ricos da Espanha).

Quem nunca sonhou em passar por uma realidade diferente da vivida, nem que fosse durante um dia? contudo, esse não é o foco principal do longa mas sim a força da verdadeira amizade e da cooperação, coisa simples porem, mostradas aqui de forma divertida e ao mesmo tempo emocionantes.



Volto amanha p/ mais comentários. Por enquanto é isso. Uma boa quinta-feira a todos e até mais.




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