Crítica do clássico do expressionismo Metrópolis e do bobinho Hancock




Várzea Grande-MT, 23 de Março de 2009. 07:02PM.

...Mais um post inútil...



Fechei domingo com um dos prováveis inclusos no Top 3 do mês. Sempre que lia uma ou outra publicação sobre ficção científica via o título Metrópolis (idem, 1927), de Fritz Lang citado como um os mais influentes na historia do cinema. Verdade seja dita: só mesmo assistindo p/ comprovar a excelência desse importante longa cuja trama retrata com veemência e senso critico temas como a opressão e o interminável embate entre classes sociais. Em Metrópolis, p/ se aproximar de uma jovem professora de origem pobre, um jovem rapaz decide abandonar a família rica e se tornar mais um dos inúmeros operários – esses trabalham arduamente noite e dia p/ manter a boa vida dos pouquíssimos favorecidos da cidade, incluso a família dele, que mora em um luxuoso e sofisticado apartamento, nos diversos arranha-céus de Metrópolis. Infelizmente a versão disponível certa quantidade do material original foi perdida (no caso, substituídas por uma breve narração). Alem do não envelhecimento da obra, as discussões sobre os “favorecidos” talvez tenha ganhado uma maior significância nos dias atuais, onde para a infelicidade de muitos, prevalece a lei do poder financeiro. É praticamente certo que a ideia fictícia, passada no ano de 2026 se concretize no mundo real: trabalho, trabalho e trabalho... E mais trabalho ainda. Obrigatório.


Acreditem ou não, só consegui assistir Hancock hoje. Colocava o disco esporadicamente na videolocadora e ora e outra via um trechinho sem dar muita atenção. Cheguei um pouco mais cedo no trabalho p/ conferi-lo sem pausas, e quer saber: não dou muita razão a certos comentários do tipo “um dos piores do ano”. Diverti-me horrores nessa produção comandada por Peter Berg (do também hilário Bem-vindo A Selva) que conta a historia do odiado, bagunceiro e beberrão super-herói Hancock. Aceitando a ajuda de um fracassado relações publicas (Jason Bateman). Após ser salvo por Hancock, tenta convencer a população de Los Angeles da utilidade e boa vontade do Herói. Muito se falou da 2° metade da fita, principalmente pelo fato da perda de ritmo do enredo, o que é verdade. Contudo isso não chega a derrubar de maneira catastrófica a qualidade da muito bem cuidada produção com boas sacadas: as cenas de ação lembram flagrantes captados por câmeras caseiras a la Youtube. O carisma de Will Smith, como sempre, dá o tom divertido do longa, anulando até a fraca presença da linda Charlize Theron. Percebi uma coisa chata: não poderia escolher outra arte de capa p/ o DVD? Quem assistiu sabe do spoiler contido. De qualquer forma, um passatempo de 1°.

Volto amanha p/ outros comentários. Um abraço a todos e até mais


KISS - Detroit Rock City

:)
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