Filmes com temática GLS: Priscilla - A Rainha do Deserto


Várzea Grande-MT, 16 de Abril de 2009. 06:20PM.

...Mais um post inútil...

Não se fala em outro assunto nas escolas, cursos preparatórios e afins: O fim do famoso Vestibular no país - quer dizer, mais ou menos. No dia 16 de maio, reitores das 54 universidades federais brasileiras darão a resposta final ao ministro da educação, Fernando Haddad, se aceitam ou não a proposta do governo de substituir o tradicional Exame Vestibular por uma prova unificada semelhante ao (já falecido) Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Corre a notícia que, 26 das 54 instituições aparentemente já aceitaram a mudança. Se assim for decidido, o candidato receberá a convocação para a prova provavelmente no início de outubro. Diferente dos anos anteriores, esse novo exame terá aproximadamente 200 questões e uma redação. Sem duvida o grande destaque diz respeito da quantidade de lugares opcionais à escolha do interessado. Ao que tudo indica as provas terão um estilo menos científico (lê-se cálculos quilométricos e formulas-decorebas) e mais intertextual, discursivo... É esperar para ver.

Logo após o jantar, (re)assisti o estonteante, simpático, charmoso, colorido e divertido Priscilla – A Rainha do Deserto (The Adventures of Priscilla: Queen of the Desert, 1994). os excelentes Terence Stamp, Hugo Weaving e Guy Pearce interpretam respectivamente Bernadette, Tick e Adam, três Drag-queens contratadas(os!?) para uma apresentação em uma distante cidade ao norte da Austrália. Como forma de espantar o mau-humor, ambos usam como meio de transporte um antigo ônibus rebatizado de Priscilla. Durante a travessia no imenso deserto, os três passam por bons e principalmente maus bocados devido a demasiada hostilidade de alguns interioranos.

Visualmente encantador (a imagem do tresloucado interpretado por Guy Pearce no teto da condução, com um vestido prata esvoaçante é a melhor de todas) alem da empolgante trilha sonora (ABBA, Village People e Gloria Gaynor, só para citar), a produção Australiana ganhou imensa simpatia entre publico e crítica (Oscar de melhor figurino), muito por apresentar uma visão carinhosa e irreverente do universo ora alegre, ora complicado dos transformistas. Do trio, vale destacar a performance do veterano Terence Stamp, no papel da transsexual e depressiva Bernadette, merecidamente nomeado para o Globo de Ouro na categoria ator-musical/comédia. Uma pequena grande joia do cinema.

Qualquer dia desses falo sobre a inútil reforma ortográfica da língua portuguesa: querendo ou não afeta – e muito – a vida daqueles que vivem da escrita. Uma ótima sexta-feira a todos, um abraço e até mais.

Trecho de uma frase que ouvi hoje: “... pessoas são como ovelhas, bodes ou cabras...”
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