O GRITO 3 (EUA, 2009)


Direção: Toby Wilkins. Com: Mathew Knight, Shawnee Smith. 90 min.

Assisti a O grito 2 há alguns dias e achei quase insuportável, confuso e cheio de subtramas e até irritante. Foram 102 minutos de tortura em que eu torcia pro filme acabar, por isso tinha receios em assistir essa terceira parte e me decepcionar novamente, mas me surpreendi. O grito 3 é bem melhor do que eu esperava, me fez esquecer da segunda parte e lembrar da primeira que era superior. Não que este seja perfeito.

Novamente aqui, eles usam a mesma estratégia de matar o sobrevivente do filme anterior logo no início ( o menino Jake), como haviam feito com a personagem de Sarah Michelle Gellar no início de O grito 2. É decepcionante para o espectador, pois ele fica com a impressão de que se o herói/heroína a duras penas conseguir sobreviver no final do filme, com certeza ele vai morrer na continuação.

Tirando esse detalhe, O grito 3 é interessante, não que traga novidades, longe disso. Mas é fácil de assistir e o que é melhor, não passa de 90 minutos. Três irmãos - Max, o gerente de um prédio, Lisa, uma moça meio desmiolada que só pensa em transar com o namorado em todos os quartos e Rose, uma menina com problemas respiratórios, continuam morando no prédio onde foi assassinada toda a família de Jake e é no apartamento onde eles foram mortos que a mãe vingativa com seus cabelos ensebados pelo rosto (não há como não rir com os ataques desengonçados e cheios de tiques nervosos dela) e seu filho que só faz gritar começam a matança. Flashbacks mostram como eles foram mortos pelo pai que parecia estar possuído, numa espécie de O iluminado dos pobres. E a carnificina recomeça incluindo os poucos moradores do prédio e quem aparecer pela frente.

O final deixa um gancho para uma nova continuação, mas Deus queira que ela não aconteça, já que o filme foi lançado direto em DVD tanto nos Estados Unidos, quanto aqui. (6,5)
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