FIVE MINUTES FICTION: A NON-DAY LEADS A GOOD DAY!




There are days so fuckers and we cannot even say why (can you tell me why the spellchecker does not recognize the word "fuck"?). These days use to start soon when the toothbrush fall in the dirty water of the shower, and this is just the beggining of a day full of crap! (Oh The spellchecker now recognizes the word "crap"). Then, invariably, things that take part of our daily routine will break down like the car or the toaster, probably both...

Then at work, the unpleasantness goes on with a series of "light" shits which all together will make a "big" hassle and so on. Typically, these are sunny days filled with magnificent birds with nonstop screech that we only see by the window (when we are fortunate to have window) of the building where we are stuck 10 hours a day, taking care of the nonsense paperwork and other delicate non mentioned bureaucracies. In these days the line between what we like and what we don’t like is going to blur and we conclude that we don’t feel like anything. And it goes with a chocolate more to scarify the body, at least, one cigarette is not fattening and makes us feel that we belong to a class of outcasts that in the past were burned at the stake of Inquisition, but now, by civic propriety, smokers are only relegated to the rain and cold of the restaurant and shopping centers’ doors. And it goes like a cigarette gum of our displeasure! I do not smoke, but smoking is as bitter as these harmful days, both bad for the health, so it should come in the calendar, in black big words "Live is bad for health and kills," but nobody tells us it!


Besides, the shit day it will come to an end, of course, because time is patient and even slowly-arriving midnight will come somewhat . Or we can just go to sleep at seven p.m. and give up of that fuck shit before the clock notifies bedtime. So the bad day will be shorter and the dark circles around our sad eyes will be less dark in next morning, it’s for sure. Another option is to make wild sex when we get home, but this option is only for whose have someone in the same mood waiting at home (if male increases the odds 300%). If we are alone you should see some episodes of The Sex and the City eating Oreos cookies dipped in milk until the Xanax takes effect. But, instead, if you're rich enough you should eat cupcakes wrapped in a cashmere blanket and wearing a D&G pajama because it’s more glamorous. What you should never do in a day of shit is getting drunk. This is because if you will get drunk ensure that the following day is even more disgusting, which leads us to drink again and that leads us to alcoholics anonymous and later millions of consecutive days of shit that do not lead anywhere. Be warned.

In conclusion, days of shit do not give happiness to anyone, but one day has only twenty-four hours, and a day of shit rarely follows another fucking day, unless we are in the Alcoholics Anonymous (Warning: if you are a famous drunk person, Ah! There is another talk because Sofia Coppola will tell your fuck story, somewhere).
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Há dias que são uma merda nem sei dizer porquê (podem dizer-me porque é que o corrector ortográfico não reconhece a palavra “merda”?). Começa logo por nos cair a escova de dentes na água suja do duche e este é logo o primeiro sinal de que vai ser um belo dia cheio de trampa! (Ah! O corrector ortográfico já reconhece a palavra “trampa”). Depois, invariavelmente, deve avariar-se mais qualquer coisa, daquelas utilidades indispensáveis para a nossa rotina diária, seja o carro ou a torradeira, provavelmente as duas.

Em seguida, no trabalho são só chatices “light”, sendo que todas juntas fazem uma “big” chatice e por ai fora. Normalmente, nesses dias lixados está sempre um sol magnífico e cheio de passarinhos a chilrear que só vemos da janela (quando temos sorte em ter janela) do edifício onde estamos presas 10 horas por dia, a mamar com papelada e outras melindrosas burocracias não mencionadas. Nestes dias a linha que separa o que eu gosto do que eu não gosto passa a borrão e chego à conclusão que não me apetece nada. E vai mais um chocolate e o corpo é que paga, um cigarro pelo menos não engorda e faz-nos sentir que pertencemos aquela classe de excomungados que antes eram queimados na fogueira inquisitória, mas, agora, por decoro cívico, são só relegados para a chuva e para o frio das portas de restaurantes e centros comerciais. E vai mais um cigarro como se fosse a pastilha elástica do nosso descontentamento! E eu não fumo, mas, é como se fumasse porque estes dias azedos são tão prejudiciais para a saúde que devia vir no calendário a preto “Viver faz mal à saúde e mata”, mas, disso ninguém nos avisa!


Adiante, este dia há-de chegar ao fim porque o tempo é paciente e mesmo devagarinho lá há-de chegar, à câmara clara da meia-noite. Ou podemos ir dormir logo às sete da tarde e damos o dia por terminado antes do relógio badalar a hora de deitar. Assim, o dia fica mais curtinho e a probabilidade de as olheiras ficaram mais negras que o solstício de Inverno nos países grrrrrrrrrrrr é menor na manhã seguinte. Outra opção é fazermos sexo desenfreado quando chegarmos a casa, mas, para isso é preciso termos alguém em casa quando lá chegarmos e que esteja na mesma disposição (se for homem as probabilidades aumentam 300%). Se estivermos sozinhos sempre podemos ver uns episódios d’O Sexo e da Cidade a comer Oreos molhados em leite até que o Xanax faça efeito. Se formos ricos comemos antes cupcakes embrulhados numa manta de caxemira, vestindo um pijama de seda  D&G para o caso tanto faz. O que nunca se deve fazer mesmo, em caso algum, é metermo-nos nos copos num dia de merda. Isto porque se o fizermos estamos a garantir que o dia seguinte seja ainda mais asqueroso, o que nos leva a beber outra vez... o que nos leva aos alcoólicos anónimos... e mais tarde a milhões de dias de merda consecutivos que não conduzem a lado nenhum. Fica o aviso.

Em conclusão, dias de merda não dão felicidade a ninguém, mas, o dia só tem vinte e quatro horas e a um dia de merda raramente se segue outro dia de merda, a não ser que sejamos Alcoólicos Anónimos (Aviso:  se formos famosos e bêbados, Ah! Aí já é outra conversa porque um dia Sofia Coppola contará a nossa história, Algures).
BE GOOD BUT GOD NOT YET!
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